A andropausa também chamada de distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM), é uma situação frequente que tende a aumentar com a idade. Compromete cerca de 10% dos homens aos 40 anos, e 50% dos homens aos 70 anos. A queda da testosterona é habitualmente gradual, e a instalação dos sintomas ocorre de forma lenta e progressiva.
Os sintomas relacionados a andropausa são geralmente inespecíficos, devendo ser considerados em conjunto com os dados laboratoriais.
Os principais sintomas são:
- Fadiga
- Redução da potência e do desejo sexual (libido)
- Fogachos ou ondas de calor
- Redução do volume ejaculado
- Anemia
- Redução da massa muscular
- Redução dos pelos corporais
- Osteoporose
- Irritabilidade
- Redução da memória
- Insônia
- Depressão


O diagnóstico da andropausa se baseia na constatação da redução da testosterona no sangue, associada a presença de sintomas. Os exames de testosterona e demais hormônios sexuais devem ser realizados preferencialmente pela manhã, para melhor expressar a produção e a liberação deste hormônio pelo organismo.
O diagnóstico e o tratamento são fundamentais para a recuperação das funções sexuais e orgânicas em geral, minimizando os potenciais riscos relacionados a deficiência hormonal:
- A reposição hormonal pode ser realizada de várias formas. Uma das mais utilizadas é a aplicação de gel de testosterona diretamente na pele, todos os dias, pela manhã. Esta forma de reposição tem a vantagem de reproduzir o ritmo normal de liberação de testosterona pelo organismo.
- Outra forma muito utilizada é a aplicação de testosterona por via intramuscular. Dependendo da droga e da formulação, o intervalo entre as injeções pode variar de 3 semanas a 3 meses.
Em virtude dos riscos e possíveis efeitos colaterais, a reposição deve ser realizada sempre por especialistas, com avaliações periódicas e controle laboratorial regular.